sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Choro por São Paulo! Reforma Educacional de São Paulo

Choro por São Paulo!
São Paulo da Garoa!
São Paulo Terra Boa!

Choro por Guilherme de Almeida:
Bandeira das Treze listas
São treze lanças de guerra cercando o chão do Paulista!!!

E agora Fernando Haddad? Homem culto! Privilegiado! Poderoso!



De uma só canetada colocastes 10 grades cercando e aprisionando professores e alunos, subtraindo-lhes o gosto e o gozo pelo estudo, o direito de aprender, de ser, de conviver, de fazer...de vivenciar as diretrizes educacionais para o século XXI.

A maior cidade da América Latina aprisionando suas instituições escolares, que deveriam ser equipamentos geradores do sabor de saber, a um sistema educacional do século XIX que serviu para domesticar e colonizar os campos dominados pelos "conquistadores opressores" que viviam conquistando territórios para ampliar seus impérios.

Que impérios queres dominar gerando futuros eleitores medrosos e impotentes condenados a perpetuarem o analfabetismo funcional em um sistema de ensino mecanicista calcado na lição de casa? Na baixa estima que a reprovação gera? Na exclusão espontânea? 

Choro de tristeza com o programa "Mais Educação São Paulo"!


Minha São Paulo, berço do Colégio Vocacional; minha São Paulo onde aprendi a atender com qualidade alunos em sistema de inclusão desde a década de 60/70 quando nem se pensava em lei; minha São Paulo onde em 70/80 aprendi a executar um ensino em Tempo Integral transdisciplinar, com laboratórios de matemática, de redação, de música, de teatro, onde semanalmente íamos, com transporte público, a museus, praças, Butantan, túmulo de Guilherme de Almeida, Parque do Ibirapuera... Minha São Paulo onde hoje há a Escola Amorim Lima, exemplo internacional de Educação Pública Municipal autônoma, inclusiva, com alunos e sistema educacional do século XXI...

Choro por minha São Paulo!
Mas eu ainda teimo em crer que, como diz a alma triste e saudosa do poeta Gonçalves Dias:
"Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá;
As aves que aqui gorjeiam,
Não gorjeiam como lá."


Ainda creio no canto de alegria dos estudantes.

Políticos, professores, universitários, pais, alunos, vamos hastear a bandeira da educação de qualidade no século XXI, para alunos do século XXI com soluções educacionais brasileiras compatíveis com o século XXI.

Vejamos o que penso que colheremos com cada uma das 10 grades que hoje o ex-ministro da educação coloca democraticamente para ser votada pela população paulistana.

1- Possibilidade de reprovação No 3º, 6º, 7º, 8º e 9º anos- Aumentará a evasão e desresponsabilizará o envolvimento dos profissionais com o aprendizado de todos e de cada um.

2-Lição de casa obrigatória: um retrocesso elitista onde os filhos de doutores saem em vantagens perpetuando assim o velho paradigma dos opressores e exploradores: "Filho de peixe peixinho é".

3-Provas bimestrais: Provar o que? Que os alunos não aprenderam? Que os pais não ensinaram as lições de casa?

4-Boletins de notas bimestrais pela internet: Excelente medida para prática da filosofia de Poncio Pilatos onde a escola "lava as mãos" e entrega a decisão da morte do aluno para a família. O que o governo do município desta mega-metrópole espera? Que os pais arrumem professores particulares? Acho bom revogarem a lei da palmada também porque de que vale um boletim "para casa" se não tem castigo?  Ou pelo menos o medo dele?

5-Recuperação intensiva nas férias- Excelente para praticar a célebre frase: ”Fizemos de tudo, mas ele não corresponde!"
Ah! Muito bom também para os alunos baterem palmas e ficarem felizes no dia em que um professor morrer, porque finalmente terão um dia de folga.

6-Dependência nos 7º e 8º ano. Mais uma vez substituímos políticas públicas de protagonismo juvenil pela diagnóstica frase: "Este não tem jeito!"

7-Notas de 0 a 10 a partir da 4ª série. Mas... muda o que? Ah! Éh!... realmente é bem mais fácil valorar uniformemente todas as notas de zero a 10 do que ensinar porcentagem ou regra de três para alunos com mais de 10 anos.

8-Número de ciclos: Serão três (do 1º ao 3º anos, do 4º ao 6º anos e do 7º ao 9º anos)- Agora só faltam as salas dos mais fracos e a sala dos mais fortes.

9-TCC (Trabalho de Conclusão de Curso) para alunos do 9º ano. Mais um privilégio para os alunos ricos, pois numa sociedade onde há, nos murais das universidades, propagandas de telefonesde pessoas vendendo TCC , realmente ...ampliam os clientes...(Na "minha terra que tem palmeiras" isto se chama: "idéia de jerico" para não dizer idéia de "asno". AiH! Por pouco não veio o vestibular para entrar no Ensino Médio...é, mas aí o Dr. Haddad não tem mais poder...ou será que fará vestibular para a DÉCIMA MARAVILHA DA EDUCAÇÃO PAULISTANA?

10-Ensino técnico para EJA: Prefeitura quer vagas de cursos técnicos por meio de programa federal de concessão de bolsas de estudo.

Ah! Esta décima maravilha fecha com "CHAVE DE VERDADEIRO OURO RELUZENTE"! Mas, ouro apenas para os parceiros particulares dos ENENS, FIES da vida que lotam de bicicletas, motos e ônibus as portas das faculdades particulares e de automóveis e caminhonetes reluzentes e novinhas os estacionamentos das Universidades Públicas.

Cuidado Brasil!

Qualquer dia, em nome da democracia, aparecerá um gestor de um Hospital  propondo um plebiscito para a decisão se somos a favor ou contra a medicamentalização ou a operação de um determinado paciente que está em agonia de morte.

ElyPaschoalick, chorando pelo mais novo FEBEAPA paulistano!


terça-feira, 25 de junho de 2013

De que vale mais dinheiro para a educação neste sistema corrupto e falido?

Se você se interessa por mudanças educacionais leia e reflita sobre o que escrevo neste artigo que resolvi publicar no site Ely Cidadã por ser mais do que apenas um assunto que interesse aos professores mas também um assunto que interessa a todo cidadão.

O artigo tem como título: CUIDADO COM OS ROYALTIES DO PETRÓLEO PARA A EDUCAÇÃO!
e foi publicado nestes dois links abaixo: 

http://uipi.com.br/colunas/2013/06/25/cuidado-com-os-royalties-do-petroleo-para-a-educacao/

http://elypaschoalick.blogspot.com.br/2013/06/cuidado-com-os-royalties-do-petroleo.html

É muito perigoso acharmos que dinheiro resolve tudo.

Dinheiro colocado nas paredes e andares de um prédio sem estrutura de nada adiantará.

É assim que se desenha  o investimento dos royalties do petróleo ou os pretensos 10% do BIP nacional no sistema educacional brasileiro.

Um sistema falido e corrupto alicerçado em paradigmas que engessam os envolvidos aprisionando os alunos do século XXI e os professores do século XX em grades curriculares e demais mazelas do século XVIII que só fazem desestimular as crianças e adolescentes transformando, em verdadeiros escravos, os professores brasileiros.

É urgente que mudemos os paradigmas listados abaixo (Não estão em ordem de prioridades ou importância, mesmo porque todos são prioritários e importantes):

Desejo muito que você leia e comente acrescentando mais itens aos 10 ou eliminando algum:

1-separação dos alunos por idade

2-seriação dos alunos em todos os cursos de infantil ao universitário

3-50 minutos de aulas sem diálogos entre os alunos e entre os conteúdos.

4-grades curriculares feitas nos gabinetes e enfiadas goela abaixo dos professores sem nem sequer oferecer estrutura física para a execução.

5-milhões de reais gastos em provas unificadas excludentes e que não levam a nenhum resultado positivo de melhora de qualidade pois são todas CONTEUDISTAS e o que precisamos é de uma educação de VALORES HUMANOS também.

6-falta de plano de carreira digno para o professorado

7-piso salarial vergonhoso

8-indefinição objetiva do que é valorização do professor para gastar os 60% do FUNDEB em salários e valorização do professor... este fato possibilita muito desvio de recurso do real salário do professor.



9-Mudança na  LDBEN, nº 9394/96 permitindo educação domiciliar aos pais ou comunidades que o desejam.

10-término do uso de propagandas enganosas que mascaram a realidade educacional do pais.
 

e um monte de mazelas que estão postas há muito e que APRISIONAM  e CONDENAM os professores a altíssimos graus de stress e os alunos a SERES NÂO PENSANTES.


Leiam e comentem, se você achar que vale a pena: PASSE PARA FRENTE!

http://elypaschoalick.blogspot.com.br/2013/06/cuidado-com-os-royalties-do-petroleo.html

terça-feira, 21 de maio de 2013

ENSINO INTEGRAL UM BEM QUE O GOVERNO FAZ MAL


59- publicado UIPI semana 27 de maio

Texto introdutório: A educadora Ely Paschoalick critica a maneira como o governo de Minas vem implantando o Ensino Fundamental em Período Integral e sugere estratégias para uma implantação com melhoria educacional.

Fui a uma escola estadual e qual não foi minha surpresa ao verificar que a professora elegia um aluno da sala para ficar na lousa a anotar o nome dos alunos que conversavam ao fazer o dever de casa.

Esta atitude é extremamente cruel, imoral, antiética, desnecessária, irresponsável e deveria ser inadmissível no ambiente escolar democrático pois constitui uma estratégia perfeita para estimular o bullying e outros comportamentos agressivos no ambiente escolar. 

Fui aprofundar-me para saber o que era “fazer o dever de casa” quando me deparei com um sistema, que está sendo citado como solução para o problema educacional, que é a adoção de escola em período integral.

COMO É O PERÍODO INTEGRAL QUE O GOVERNO DE MINAS ESTÁ IMPLANTANDO?

Em um dos períodos o aluno tem as aulas “normais” como no sistema de meio período: 45 ou 50 minutos, um intervalo e troca de professores e matéria.

E num segundo período os alunos fazem lição de casa e participam de atividades lúdicas, artísticas, esportivas e conhecimento de línguas estrangeiras. (Ouvi dizer que para piorar, estão tendo a “brilhante” idéia de utilizar os centros esportivos para o segundo período).

Esta sistemática, da maneira que está sendo implantada, está provocando insatisfação dos professores e dos alunos, além do que é pior, trazer um pré-conceito de que o período integral não é bom.

Os professores de um lado dizem: “Estes meninos estão cansados e chegam ao período da tarde sem querer fazer mais nada!”

Os alunos de outro lado sentem-se castigados por estarem em dois períodos.

ONDE ESTÁ O ERRO?

O erro está no sistema de administração do tempo e das atividades.
Um período integral para ser de qualidade necessita de uma reestruturação das atividades e do ambiente escolar.

FAZ-SE NECESSÁRIO QUE:

*O tempo de aula com o mesmo professor seja o suficiente para consolidar e aprofundar o conhecimento dos alunos em relação ao conteúdo oferecido.  (Uma matéria bem interessante sobre o assunto foi publicada pela professora Bárbara Falcão).


*O tempo de duração de cada aula, tanto de manhã como depois do almoço, seja ampliado de maneira a possibilitar atividades intelectuais dinâmicas e extra sala de aula e até excursões extra prédio escolar. (Mas nunca sair da escola para resolver o problema de carência de prédios escolares, pois isto é fazer das quadras esportivas depósitos de alunos. O que se faz necessário é a construção de mais quadras esportivas dentro dos prédios escolares inclusive que não provoque barulhos para quem está dentro das salas de aula.)

*Que as aulas sejam ativas como laboratórios de matemática, oficinas de redação e que os conteúdos façam parte de PROJETOS TEMPORÁRIOS com início, meio e fim para que os alunos aprendam a escolher, administrar seutempo, pesquisar  e trabalhar em grupo.


Para oferecer uma educação de qualidade é necessário que se desenvolva os 4 pilares da Educação segundo Jaques Delors – Aprender a ser- conviver- aprender e fazer.

É necessário exterminar com as filosofias “Manda quem pode e obedece quem tem juízo!” e “Cada um para si e Deus para todos!”

E agora, no lugar de exterminar esta filosofia para manter os alunos enfileirados e mantê-los sem conversar um com o outro (na contra-mão do século XXI) estão implantando a filosofia do “dedo duro” ou “cagueta”, comportamento historicamente demonstrado como perpetuadores dos sistemas ditatoriais (Adolf Hitler – Benito Mussolini e Ditadura militar do Brasil).

Vamos lutar por uma democratização e socialização da educação pública brasileira de qualidade que ensina a pensar e liderar sempre na conquista da autonomia e que utiliza o aumento de tempo para aumentar a quantidade de possibilidades do aluno pensar...criticar...gerenciar...decidir...ser solidário...ético...ativo... 

domingo, 19 de maio de 2013

Bullying de adultos contra crianças e adolescentes


5/03/2013 - 03h00
DE SÃO PAULO 
Escrito por Rosely Sayão *

Publico o artigo abaixo em meu blog por comungar 100% com os dizeres, os fatos, a filosofia e as denúncias que nele contém. 
"VAMOS ESFACELAR O SISTEMA ANTES QUE ELE ESTRAÇALHE NOSSAS CRIANÇAS E ADOLESCENTES" ElyPaschoalick

                                           Na foto a psicologa colunista da Folha: Rosely Sayão*

Não gosto do conceito de bullying e do uso que temos feito dessa palavra. Eu já disse isso e reafirmo em nossa conversa de hoje.

Por que tenho rejeição em relação ao conceito? Porque ele leva o adulto a se ausentar das questões que os mais novos enfrentam na convivência com seus iguais.

É como se nada do comportamento manifestado pelas crianças --nos conflitos, nas provocações, brigas e desavenças, nos apelidos e nas piadas a respeito de aparência-- tivesse relação com o mundo adulto.

E mais: é como se elas fossem totalmente responsáveis por tudo o que fazem. De errado, é claro. O conceito nos permite, portanto, ficar de fora desses problemas. Talvez por isso mesmo faça tanto sucesso entre nós, adultos.

E o que dizer, então, do uso da palavra? Temos uma especial atração pelo exagero nessa questão.
Uma criança pequena que é mordida pelo colega na escola, um primo que zomba do outro que perdeu o jogo, a criança que usa óculos e ganha um apelido por isso... tudo agora é transformado no tal do bullying.

Bem, mas encontrei um bom uso para essa palavra e esse conceito -e é disso que vou falar hoje. 

Trata-se do bullying de adultos contra crianças e adolescentes.

Outro dia ouvi a mãe de uma menina chamá-la de "anta" e dizer que ela só fazia coisas erradas.
Ainda ouvi a garota responder, com cara de choro, que não havia feito o que fizera por querer... Havia errado tentando acertar. Isso é bullying, concorda leitor?

Uma criança humilhada por alguém contra quem não pode ou não consegue se defender pode muito bem ser assim entendido.

E nas escolas? Pais de alunos e professores têm praticado o bullying contra alunos no espaço escolar, sabia? Vou começar pelos pais, dando alguns exemplos.

A escola tem um vício, entre tantos, que afeta fortemente alguns alunos. Escolhe "bodes expiatórios" para arcar com quase tudo de errado que acontece na sala de aula e no espaço escolar.

Muitos alunos conversam, saem da carteira, fazem bagunça, mas a professora sempre chama a atenção, nominalmente, apenas de um ou dois dos alunos.

Claro que todos os alunos percebem isso e passam a acreditar que só aqueles determinados colegas fazem o que não deveriam fazer e, em casa, reclamam desses colegas aos pais. O que muitos desses pais fazem?

Conversam com outros pais para falar mal dos bodes expiatórios, procuram a direção da escola, fazem abaixo-assinado, ameaçam cancelar a matrícula do filho caso esses alunos não saiam da classe ou até mesmo da escola.

É bullying puro de um grupo de adultos contra uma ou duas crianças.

E os professores? Você não tem ideia, caro leitor, de como alguns deles são capazes de fazer referências irônicas e depreciativas a respeito de determinados alunos quando conversam na sala dos professores, por exemplo.

Os alunos em questão não ficam sabendo do que é dito a seu respeito? Nem precisa, porque, no relacionamento com os professores, isso será percebido.

Talvez esteja na hora de fazermos um acordo no mundo adulto: o de só falarmos do bullying entre os mais novos quando controlarmos nosso próprio comportamento e pararmos com essa história de humilhar, depreciar, excluir, intimidar e agredir, velada ou escancaradamente, as crianças e os adolescentes.




* Rosely Sayão, psicóloga e consultora em educação, fala sobre as principais dificuldades vividas pela família e pela escola no ato de educar e dialoga sobre o dia-a-dia dessa relação. Escreve às terças na versão impressa de "Equilíbrio".

Comentando o artigo Mãe transmite valores que ficam dentro de nós

Publiquei um artigo em meu blog cidadã para homenagear minha mãe no dia das mães deste ano de 2013.

Quero aqui fazer alguns comentários sobre este artigo com o intuito de sensibilizar alguns profissionais que estão ocupando vagas e consequentemente desperdiçando tempo dos alunos assim como estimular a seguir em frente aqueles que estão trilhando o caminho da dignidade: "Centrando em si e em sua formação a resolução dos problemas e dificuldades dos alunos".

Primeiro leia em:
http://elypaschoalick.blogspot.com.br/2013/05/mae-transmite-valores-que-ficam-dentro.html

Eu não tenho todas as respostas mas tenho toda força e empenho todos os meus esforços para responder a uma pergunta: O que posso fazer aqui agora com este aluno para aliviar-lhe o peso de seus rótulos?

Fico observando a fala e o comportamento de muitos colegas professores.

Preocupam-se muito mais em responder a pergunta: Por que este aluno é assim?

De repente vem uma das respostas abaixo:

É sem limite!
Tem problemas de aprendizagem!
A culpa é dos pais!
A culpa é o salário baixo do professor!
A culpa é a falta de formação dos professores.

Bem... Será que as respostas acima levam a algum lugar?

Sim, elas servirão para os Pôncios Pilatos lavarem as mãos e crucificarem as crianças e os adolescentes do século XXI.


sábado, 18 de maio de 2013

Substituindo espírito competitivo por espírito solidário


A educação, segundo Freire, deve ter como objetivo maior desvelar as relações opressivas vividas pelos homens, transformando-os para que eles transformem o mundo.
Inspirada pelo anseio da substituição da escola como campo de batalha pela escola como ambiente de construção de cidadãos solidários quero propor uma ampla discussão sobre expressarmos no Manifesto da Educação Pública no Século XXI o término do hábito motivador de promover competições intelectuais dentro do ambiente escolar.
Sei que isto virá a desorganizar o sistema pois será necessário acabar com as olimpíadas de matemática...de filosofia...de soletração...primeiros colocados em uma Feira de Ciências... acabar com os concursos de redação...as provas classificatórias e seletivas.
Competição não rima com inclusão e é o oposto da solidariedade.



A respeito de competições tenho refletido que:
a)      A competição é a pequena guerra que legitima a grande.
b)       Competição individualiza o indivíduo e divide o público assistente em grupos inimigos de torcidas. 
c)       Competição estimula sentimentos de egoísmo, vaidade, ciúmes, inveja e desprezo.
d)      Competição é altamente excludente colocando em diferentes margens os perdedores:  Numa margem mais marginalizada temos os que nem sequer foram inscritos por falta de capacidade (estes são condenados à morte daquele saber). Depois em margens cada vez mais internas: os que foram eliminados porque foram piores do que os outros; os que foram excluídos por terem ficado nervosos na eliminatória; os que ficaram eliminados por décimos ou milésimos de pontos apesar de terem se esforçado e se superado... até aqueles que ficam nos míseros 6º,5º,4º lugares; os que se classificam em 3º e 2º lugares e no meio de todas estas margens está preso o que ficou em primeiro lugar pois se descuidar um pouco seu reinado acaba e ninguém nem sequer se lembrará dele. (Já acompanhei casos de depressão com ex-reis de olimpíadas da matemática e da soletração).
e)      Muitos, em nome de melhor motivar os alunos estimulam competições entre meninos e meninas. Sobre isto escrevi em http://elypaschoalickeosprofessores.blogspot.com.br/2012/09/nota-zero-para-professores-que.html

Urge construir novas relações de solidariedade para a boa convivência dos seres humanos em um mundo cada vez mais globalizado.

Tags:
Manifesto, solidariedade, competição, orgulho, ganhar, ser vencedor, educação, exclusão, inclusão, briga, discussão, inveja, inimizade. 

quarta-feira, 15 de maio de 2013

NOTA DEZ PARA MARIETA


Nota dez para MARIETA

Marieta e Ely Paschoalick
Hoje quero homenagear uma pessoa comprometida com o ensino-aprendizagem e sempre desejosa de aprender cada vez mais, quero dar NOTA DEZ para a professora Marieta Fagundes de Queiroz.
Nascida em Campo Grande – Mato Grosso do Sul – em 23 de setembro de 1957 Marieta é um exemplo de esforço, superação, competência, humanidade e espírito cristão.

Esforço e superação porque 20 anos após ter terminado seu ensino médio resolve retomar seus estudos formando-se primeiramente como professora para a primeira fase do Ensino Fundamental (crianças de 6 a 10 anos) e posteriormente gradua-se em pedagogia, com louvor e respeito de todos os colegas de classe, do trabalho e apoio e admiração de seus familiares.


Marieta em sua formatura em Pedagogia.

Marieta nos demonstra humanidade e espírito cristão não só na sala de aula onde pratica a inclusão como também participando efetivamente de mutirões e Ações Sociais em diferentes comunidades realizando atividades recreativas, contação de histórias e desenho para crianças.

Marieta é mãe de 4 filhos: Manoel Junior, Pedro, Ruth e Raquel Hellen porém seu genro José Nilson e sua  nora Aline considera-a também sua mãezona. Atualmente Marieta desfruta do prazer de acompanhar o desenvolvimento de seu neto Miguel a quem muito estimula.

Administrar sua própria formação continuada é preconizada pelo sociólogo suíço Philippe Perrenoud como competência a ser desenvolvida pelo professor no século XXI. Esta competência faz parte da natureza curiosa de Marieta, pois, cumprindo o desejo de seu coração de ser uma educadora atualizada, ela participa assiduamente de diferentes encontros, cursos, simpósios, palestras, congressos e treinamentos.

A professora que hoje ganha nota dez nesta coluna, destaca como temas inesgotáveis e irresistíveis: ética, sexualidade e educar na diversidade. Esta sua postura de “eterno aprendiz” faz de Marieta uma professora diferenciada sendo sempre solicitada para ficar com os alunos “difíceis e rejeitados” ou pelas dificuldades de aprendizagem que trazem consigo ou por seus comportamentos inadequados e agressivos.

Observar a paciência e firmeza com que Marieta aceita, convive, estimula e transforma tais alunos, é algo extraordinário, pois fica palpável e visível que ela desperta em tais alunos, sentimentos de competência, carinho, respeito e coletividade.

A professora Marieta um dia foi surpreendida pelo resultado obtido com uma aluna de 4 anos que batia muito nos colegas. Certa ocasião a menina dava fortes puxões de cabelo em outra coleguinha. Ao separar as duas a menina chutou muito a professora e esta ficou preocupada para achar uma saída para aquela situação e resolver o conflito interno de agressividade no qual aquela criança vivia atolada.

Contou-lhe, carinhosamente a história do “Riacho Formoso” onde a água era tão limpa, tão limpa que podia ver as plantas do fundo, os peixes nadando mas uma vez, a água estava toda poluída. Marieta fez perguntas que levou aquela pequena de 4 anos a pensar e fazer uma analogia da poluição do rio com a poluição do comportamento. A menina ficou muito desapontada ao perceber que seu coração estava poluído e fez propósito de mudança.

Com firmeza e carinho Marieta monitorou tais propósitos para que fossem fazendo parte da realidade daquela criança. A transformação gradativa daquele comportamento serviu de âncora, segundo Marieta, para aceitar e acreditar que mudanças acontecem através de intervenções amorosas que potencializam as qualidades e flagram o certo passando a mensagem de que o certo é certo em qualquer circunstância e que o erro pode ser evitado através do auto-controle.

Por estes casos e outros é que Marieta destaca como frase especial sobre educação: “Educar é viajar no mundo do outro sem nunca penetrar nele. É usar o que passamos para transformar no que somos”. Augusto Cury.

NOTA DEZ para Marieta por acreditar que todos têm possibilidades positivas dentro deles.

NOTA DEZ para Marieta por levar crianças a pensar sobre seus sentimentos e a sentir sobre seus pensamentos.

NOTA DEZ para Marieta por ter a prática de evidenciar o bom, o correto, as competências de cada um.

NOTA DEZ para Marieta que se desafia a aceitar todos os tipos de crianças e leva-os a conviver com a diversidade.

NOTA DEZ para Marieta que é geradora de um ambiente respeitador da dignidade humana, justiça, respeito mútuo e solidariedade na sala de aula.



Marieta aplaudida por toda família. 

61- CHUPETA E TECNOLOGIA.


Publicado no numero 05 – do ano 1 – Na revista Elite –
30 dias depois foi publicado na UIPI

ATENÇÃO PROFESSORES: a criança do século XXI já BATEU à porta e já ENTROU em nossos lares e escolas

Perdem seu tempo e são dignos de dó aqueles que estão lamentando ou comentando:
_As crianças de hoje não são iguais as do meu tempo...
_Hoje as crianças já não respeitam ninguém...
_As crianças hoje são impossíveis...
_O que falta para as crianças de hoje é uma boa surra...
_ Não sei mais o que faço... pois eles não têm limite... não têm família... não têm educação...

Podemos afirmar sem sombra de dúvidas que são pessoas “cegas” que não enxergam um palmo adiante de seus narizes.

É claro que as crianças mudaram! Os meios de comunicação mudaram. A velocidade com que as notícias nos chegam acelerou. A quantidade de componentes da família diminuiu...

                                     Observem este bebê no cadeirão! A foto conseguiu reunir chupeta e tecnologia:  

Vamos apenas analisar o aspecto roupa:

Hoje não se usa mais cueiros apertados, faixas de umbigo, fraldas de pano, copos de vidro ou alumínio que quebram ou amassam.
Tais objetos limitavam os movimentos de nossos bebês e consequentemente, hoje eles são muito mais livres e ativos.

Hoje são oferecidos às crianças um número muito maior de objetos para interagir e consequentemente nossos bebês são mais curiosos e habilidosos.

É claro que este bebê possui mais precisão em seus movimentos onde o polegar é opositor ao dedo indicador. Este chamado “movimento de pinça” requer um cérebro pensante para realizá-lo. Nós, homens racionais, somos os únicos animais capazes de opor tais dedos para apreender objetos.

Sabendo-se disto sabemos também que o cérebro desta criança possui mais sinapses cerebrais do que o cérebro de seus pais.

Vocês conseguem imaginar que tortura será para esta criança quando ela for a uma escola em que vai exigir, em nome de educá-la para a vida social, que ela permaneça um longo tempo enfileirada, proibida de se comunicar com os colegas ao lado e tal escola vai obrigar que ela deixe para fora da sala de aula sua chupeta e seu tablet?

Pronto, está feito o cenário de terror e tortura que as salas de aula hoje representam para seus aluninhos e o efeito “estouro da boiada” ou “estouro da panela de pressão”  que acontece ao final das aulas ou nos intervalos escolares, denominados recreio onde as crianças se agridem e se esmeram nas técnicas de provocar o bullying, ser vítima de bullying ou simplesmente ser expectador de tais ações achatadoras da dignidade humana.

Pais, professores! Estudem mais sobre ações e reações! Informem-se mais sobre as experiências educacionais realizadas no início do século XX pelo movimento Escola Nova ou Escola Ativa.  Leiam mais sobre a formação da auto-estima e as experiências emocionais realizadas nas décadas de 60-70 pelos cientistas de comportamento humano.

Não dá mais para “lavar as mãos” à lá Pôncio Pilatos.

Vamos assumir nossas crianças em seu tempo e espaço, respeitá-las e desenvolver sua socialização e criatividade ensinando-as a escolher, pensar e discernir em suas escolhas.

Urge cada vez mais que as crianças de hoje desenvolvam o autocontrole e a auto-educação para serem sujeitos e construtores de seus conhecimentos.



60- ESCOLA: A boa, a má e a vilã



Tive a grata satisfação de estar com Pacheco (autor deste artigo) por ocasião do encontro de educadores em Uberlândia.

ESCOLA: A boa, a má e a vilã

A capa daquela revista ostentava um sugestivo título: Conheça as melhores escolas para o seu filho.

Imaginei que as maravilhas anunciadas, certamente, iriam gerar filas de espera para matrícula e as “boas escolas” publicitadas na revista iriam ter salas abarrotadas de alunos.

Mas também me questionei: a opinião pública saberá distinguir o que sejam escolas boas, más e vilãs? A mídia não ajuda, quando usa e abusa da expressão ambígua “boas escolas”, identificando-as com escolas ditas “de ensino tradicional”.

                                  AFINAL, O QUE SÃO “BOAS ESCOLAS?

Os indefetíveis partidários do regresso ao passado – como se de lá já tivéssemos saído… – elegeram como “vilã” a escola das ditas “novas pedagogias”.

Novas? Mas os seusavatares são velhos, quase fósseis! Piaget nasceu no século XIX. Vigotsky morreu há quase cem anos. Montessori criou a sua escola em 1907. E Dewey escreveu o seu livro essencial em 1905.

E a “má escola” é a “escola pública”, já se vê, uma instituição maltratada, vilipendiada, que sobrevive nas margens da obsolescência.

Numa simples expressão se sintetiza aquilo que o leigo considera “boa escola”: é aquela que, desde a creche, prepara o aluno para passar no vestibular, aquela que ocupa os primeiros lugares dos rankings.

                                    MAS O QUE NOS DIZEM OS RANKINGS?

Dir-se-á que assinalam escolas cujos alunos mais conteúdos aprenderam?

Mas, na verdade, as designadas “boas escolas” apenas adotaram algumas habilidades pedagógicas, que os potenciais clientes adoram.

Os quadros interativos, por exemplo, não são mais do que quadros negros do século XXI. E a cosmética pedagógica não disfarça a pobreza das práticas, apenas dão um ar de modernidade a práticas fósseis.


AS “BOAS ESCOLAS” CUIDAM DA FORMAÇÃO SÓCIO-MORAL DOS SEUS ALUNOS?

Os rankings atestam honestidade? Não creio. 

Se assim fosse, como se explicaria que, entre as elites que as freqüentaram, se contem muitos corruptos de colarinho branco?

 Quantos conformistas são produzidos nas “boas escolas”, que vão ocupar as cadeiras do poder, incapazes de uma postura humanista e inovadora? 

Qual a moral prevalecente nas “boas escolas”? Aquela que legitima a aplicação de vestibulinhos? Entre o vestibulinho e o vestibular, impunemente, muitas das ditas “boas escolas” produzem exclusão.


Qual a moral que as autoriza a condicionar a matrícula apenas a “bons alunos”, ou a recusar a matrícula de crianças “especiais”? Será aquela que leva escolas, crônicas ocupantes do topo dos rankings, a falsear resultados, evitando que os seus “piores alunos” façam prova…?

BONSAIS HUMANOS

Na “boa”, como na “má” escola, são produzidos bonsais humanos, quer sejam traficantes de favela, quer sejam criminosos de colarinho branco. Daí que talvez fosse útil acabar com o mito da “boa escola”.

E pugnar para que todas as escolas sejam boas escolas.

Aquilo que distingue uma “boa” de uma “má escola” não é o dispor, ou não dispor, de salas de aula 3d, lousa digital, tablets para todos… Isso são enfeites pedagógicos de um modelo de ensino obsoleto.

Em suma: é o reconhecimento da existência de “boas escolas” que legitima a existência das “más escolas”. 

Porém, não parece ser essa a nossa sina, dado que, quer os zelosos e abastados progenitores dos alunos das “boas”, quer os indiferentes e pobres pais dos alunos das “más”, as patrocinam.

Uns com mensalidades faraónicas, outros com a bolsa família, ajudam a manter a “boa escola” das suas representações. E a tragédia educacional continua no próximo ato…

AFINAL, O QUE SERÁ UMA “BOA ESCOLA”?

 Não será aquela que a todos acolhe e a cada qual dá condições de ser sábio e feliz, independentemente de ter patrocínio público ou privado? E se nos deixássemos de maniqueísmos fúteis?

Artigo escrito pelo Prof. José Pacheco – Educador atuante no Projeto Âncora na grande São Paulo.