quarta-feira, 13 de abril de 2011

Entenda melhor o que são JOGOS PSICOLÒGICOS

No  Portal Brasileiro de Análise Transacional (PortalBrAT), José Silveira Passos nos dá uma explicação bem didática sobre a teoria dos Jogos Psicológicos defendida por Berne e Steiner.

Vou publicar aqui alguns aspectos que me chamam a atenção e procurar ilustrar de maneira a auxiliar você a não morder as iscas e assim evitar os jogos psicológicos. 

Uma outra maneira de sair dos jogos psicológicos é sair do triângulo dramático ou seja de qualquer uma das três posições nas quais uma pessoa fica presa quando vive o Triângulo Dramático. 


Tanto a posição de "Perseguir" o outro, ou seja falar mal do outro, desejar que o outro se estrepe, difamá-lo ou aparentemente odiá-lo, como a posição de "Salvar" ir acudir o outro, ter dó do outro, sentir-se responsável pelo seu bem estar, sentir culpa por ele ter se estrepado, assim como a terceira posição ou seja a de ser "Vítima" sentir-se inferior, sentir-se coitadinha, sentir-se com menos valia do que o outro, sentir-se impotente, incompetente, inadequada, insegura, indecisa... são posições que nos prendem no Triângulo Dramático que nos leva a viver uma sub-vida como se fosse uma novela das 20 horas onde o final é totalmente previsível independente do cenário, dos personagens e de suas histórias.

Mas, vamos entender um pouco mais sobre jogos psicológicos.

Segundo Berne (Os Jogos da Vida, Editora Artenova, Rio de janeiro.), "Um jogo é uma série de transações complementares que se desenrolam até um desfecho definido e previsível. Pode ser descrito como um conjunto repetido de transações, não raro enfadonhas, embora plausíveis e com uma motivação oculta. Para definir de maneira simples, Jogos são constituídos por uma série de lances com uma cilada ou 'truque' no meio ou no fim", p. 49.

Berne também define Jogos (O que Você Diz Depois de Dizer Olá?, Nobel Editora, São Paulo.): "Jogos são conjuntos de transações ulteriores, repetitivas por natureza, com um desfecho bem definido. Numa transação ulterior o agente finge estar fazendo uma coisa, quando, na realidade, está fazendo outra...", p. 34.


POR QUE e PARA QUE JOGOS

O jogo, sempre tem um final previsível e termina com um mal estar ou uma confusão que causa um benefício emocional para os jogadores e o maior deles é  manter o script.

Segundo Berne (Os Jogos da Vida), o objetivo é o propósito geral do Jogo, podendo existir, algumas vezes, alternativas. No caso de "Se Não Fosse Você" é possível que o indivíduo esteja buscando segurança (dizendo: "Eu não estou com medo, na verdade ele não me deixa ir embora") ou ainda para se justificar (dizendo: "Na verdade eu tento, porém ele não me deixa ir embora").


Segundo Claude Steiner em seu livro Os Papéis que Vivemos na Vida "Jogo: é o evento transacional que produz a recompensa que leva adiante o Script", p. 103.

COMPREENDENDO MELHOR OS PASSOS DE UM JOGO

A fórmula G (J) de Berne: C + G ---> R ---> S ---> X ---> P, sendo:

C = "Con" ou Isca;
G = "Gimmik" ou Fraqueza;
R = "Responds" ou Resposta;
S = "Switch" ou Mudança;
X = "Crossup" ou confusão; e
P = "Payoff" ou Compensação Final.
Em português, a fórmula G original de Berne pode ser apresentada da seguinte maneira: I + F ---> R ---> M ---> C ---> BF.

Onde:

I = Isca - É a parte oculta, inconsciente, ulterior da mensagem e corresponde à uma promessa oculta do primeiro participante. Como desqualificação de alguma caraterística do emissor do estímulo, do receptor ou de ambos;

F = Fraqueza ou fragilidade - É o ponto fraco, vulnerável, indicativo de uma necessidade do segundo participante;

R = Resposta - O segundo participante responde à isca, em decorrência de sua fragilidade, entrando no jogo. Sua resposta, assim como o estímulo inicial, ocorre em dois níveis: social, que serve de fachada para o jogo e psicológico (ulterior), por onde o jogo tem seu curso.

M = Mudança - É a fase em que o primeiro participante muda de Estado de Ego, determinando a mudança também no segundo participante, gerando surpresas. Ao trocar de Estado de Ego, os participantes trocam também de papéis;

C = Confusão - É o momento de perplexidade que se segue à Mudança e antecede ao Benefício Final;

BF = Benefício Final - É o "prêmio" de cada jogador e corresponde ao disfarce que cada um experimenta ao final do jogo. Durante as diversas fases dos jogos, os jogadores experimentam outros pseudo-benefícios.
ISCAS



Quero me ater aqui nos três primeiros passos: I F R  ou seja Isca Fraqueza e Resposta.

Fraqueza sabemos o que é e tenha certeza seus parceiros de jogos sabem qual e onde está seu "calcanhar de Aquiles" e é colocando o "dedo na ferida", diminuindo você, te criticando, te desqualificando, que ele monta o cenário perfeito para lançar a ISCA.

O BOM JOGADOR PREPARA SUA ISCA


Conhecendo suas fraquezas o jogador prepara pacientemente sua isca enfeitando o anzol com aquilo que a atrai e para haver JOGO o outro precisa se sentir atraído.

CUIDADO

Alguns anzóis são revestidos até por deliciosas frutas, mas saiba que por dentro há um anzol cujo único objetivo é fisgar VOCÊ.

Uma vez fisgada você não poderá mais fugir pois o anzol, preso em sua boca, impede toda e qualquer espontaneidade, intimidade, alegria e principalmente LIBERDADE.
Em consequência você perde sua capacidade de TOMAR DECISÕES.

Muitos são os tipos de iscas mas também muitos são os tipos de anzóis e o bom jogador lhe apresenta sempre a que mais lhe seduz.

Muitas vezes pode ser aquela que mais demonstra sua fraqueza, e então ... zap... você está fisgada.



Mesmo que você seja aparentemente grande, esperto, quando você está dentro do TRIÂNGULO DRAMÁTICO sempre haverá um anzol revestido por uma isca que lhe atrairá para ser fisgado.



LEMBRE-SE SEMPRE:
Você não é peixe! Você é gente e pode:

PENSAR

TER DISCIPLINA

SE AUTOCONTROLAR

EVITAR SE ATRAIR PELAS ISCAS

O fundamental para isto é sair do Triângulo Dramático.
Sair da posição de
PERSEGUIDORA
ou
SALVADORA
ou
VÍTIMA

e o que é pior, na maioria das vezes andamos como pássaros tontos e presos dentro deste triângulo.

Desejo que você como eu, possa identificar suas fraquezas e se autocontrolar para se desviar das iscas e assim não entrar no jogo DANDO UMA RESPOSTA DIFERENTE ou seja
uma resposta de INDEPENDÊNCIA E LIBERDADE.
Não liberdade da pessoa que é seu parceiro de jogos mas liberdade de seu verdadeiro EU.


domingo, 10 de abril de 2011

NOTA ZERO PARA PROFESSORES QUE IGNORAM O EMOCIONAL DO ALUNO.

Publicado no site professornotazero.blogspot.com e na coluna http://www.uipi.com.br/professor-nota-10zero
Ely Paschoalick dá NOTA ZERO para professores que confundem bom comportamento com timidez e silêncio.
Consultora Organizacional que sou acostumei-me a ver nos murais das empresas sistemas para comunicar aos colegas como está o humor de cada um naquele dia.
Através desta manisfestação as pessoas têm oportunidade de respeitar e apoiar seus colegas de trabalho.
Este hábito de considerar o humor como fator importante na convivência e consequentemente na produtividade nos exemplifica o quanto nosso sistema de ensino ainda é “do tempo do onça” e anda na contra-mão do mercado de trabalho.
Na administração escolar e na LDB (Lei de Diretrizes e Base da Educação Nacional) é permitido oferecer outro dia para realizar a prova, caso o aluno tenha vivenciado algum fato que o abalou emocionalmente: morte de animal de estimação – doença em família- morte de familiares ou amigos próximos, experiências emocionais negativas...

Mas será que é isto que se pratica?

Como Consultora Educacional que sou acostumei-me a ouvir nas secretarias das escolas: _ Mas este menino faz uma manha... __Basta ser prova para dar esta dor de barriga... __ Não pode acreditar em tudo o que ele fala, faz esta cara de coitado e depois, no mesmo instante, está rindo e brincando...

Outro dia recebi um relato de um homem superinteligente e superculto que, com mais de sessenta anos recorda-se com tristeza de seu primeiro ano primário: “fiz em São Paulo Ipiranga e matriculei-me com o meu nome completo: pré-nome, sobrenome da mãe e sobrenome do pai. Na ocasião, minha mãe ficara tuberculosa e me privaram do contato com ela, mudando-me de cidade. Depois, minha mãe sarou, e tive que repetir o primeiro aninho em Corumbatai onde a professora Dona Carmen me matriculou registrando apenas meu pré-nome e o sobrenome de meu pai. A partir de então, todos os meus documentos escolares, por preceito legal, foram obrigados a seguir a declaração de meu primeiro ano primário  de Corumbatai senão dava problema sequencial escolar de um ano a outro ano de promoção. Então, perdi o sobrenome de minha mãe. Entretanto, em lembrança de minha primeira comunhão, exigi que aparecesse o nome da família de minha mãe. Foi a única oportunidade em que pude decidir por mim mesmo quanto ao uso do meu próprio nome”.

 Ponderem comigo sobre o relato acima. Quando a professora do primeiro ano escolar retira o sobrenome da mãe ela materializa a sensação de perda que aquele menino vivia ao ser afastado de sua mãe tuberculosa. Aquela materialização provoca uma cicatriz no coração daquele menino. Cicatriz capaz de fazê-lo lembrar-se do nome da professora. Cicatriz viva que, após sessenta anos ainda sangra e se evidencia como uma ferida recém aberta.

Nesta quinta-feira 7 de abril, o país vivenciou o massacre na escola de Realengo. Escrevi sobre como os pais devem agir frente a tal fato tão amplamente noticiado.

Aqui neste espaço quero fazer um alerta aos PROFESSORES NOTA ZERO que não consideram o emocional dos alunos e principalmente aqueles que confundem “Bom comportamento” com “ficar quietinho”.
Lembro-me de, quando diretora escolar, receber uma mãe que transferia a aluna de 7 anos de outra escola para a minha. Ela falara assim:
“__ Fui a uma reunião da escola de minha filha e a professora me disse: _Sua filha é ótima, ela não apresenta problema algum. É atenciosa, quietinha e muito educada. Aliás, eu mal escuto sua voz pois fala bem baixinho...”
A mãe me relatou que de imediato sentiu um arrepio na espinha e decidiu retirar sua filha de tal escola pois se ela era tão silenciosa algo estava acontecendo de muito ruim em seu emocional, uma vez que, possuía uma filha vibrante, faladeira, conversadora e especula. Perfil totalmente oposto ao que a professora lhe relatara.
A sensibilidade daquela mãe, em fato acontecido há mais de 30 anos, ficou em minha memória como diretriz de meu trabalho educacional: observar o comportamento emocional dos alunos para oferecer a eles oportunidades de se posicionarem, argumentarem, conversarem e principalmente sentir sobre o que pensa e pensar sobre o que sente.
Quero aqui registrar
NOTA ZERO para professores que acham “normal e bom” o comportamento ponderado e tímido das crianças.
NOTA ZERO para professores que desprezam ou desconhecem as teorias de Wallon sobre a emoção e o aprendizado.

NOTA ZERO para professores que se importam mais com a imobilidade dos alunos ao “prestarem atenção a suas aulas” do que com os sentimentos de inclusão ou exclusão social.

NOTA ZERO para professores que ignoram o emocional de seus alunos.
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Carta de Despedida do TREMA - Uma aula criativa

É uma tremenda aula de criatividade e bom humor, por sinal, com acentuada inteligência.
Criatividade da Língua Portuguesa!...
 Que sirva de inspiração para você professor e professora ensinar outras regras a seus alunos


  Carta de Despedida do TREMA


          Estou indo embora. Não há mais lugar para mim. Eu sou o trema.Você pode nunca ter reparado em mim, mas eu estava sempre ali,
na Anhangüera, nos aqüiféros, nas lingüiças e seus trocadilhos por mais de quatrocentos e cinqüenta anos.
         Mas os tempos mudaram. Inventaram uma tal de reforma ortográfica e eu simplesmente tô fora. Fui expulso pra sempre do dicionário.
Seus ingratos! Isso é uma delinqüência de lingüistas grandiloqüentes!...
         O resto dos pontos e o alfabeto não me deram o menor apoio... A letra U se disse aliviada porque vou finalmente sair de cima dela.
O dois pontos disse que  sou um preguiçoso que trabalha deitado enquanto ele fica em pé.
         Até o cedilha foi a favor da minha expulsão, aquele C cagão que fica se passando por S e nunca tem coragem de iniciar uma palavra.
E também tem aquele obeso do O e o anoréxico do I. Desesperado, tentei chamar o ponto final pra trabalharmos juntos, fazendo um bico
de reticências, mas ele negou, sempre encerrando logo todas as discussões. Será que se deixar um topete moicano posso me passar por aspas?...
A verdade é que estou fora de moda. Desde que eu caí da palavra saudade todo mundo achou que eu tinha morrido na queda.
Quem está na moda agora são os estrangeiros, é o K, o W "Kkk" pra cá, "www" pra lá.
         Até o jogo da velha, que ninguém nunca ligou, virou celebridade nesse tal de Twitter, que aliás, deveria se chamar TÜITER. Chega de
argüição, mas estejam certos, seus moderninhos: haverá conseqüências! Chega de piadinhas dizendo que estou "tremendo" de medo. Tudo bem,
vou-me embora da língua portuguesa. Foi bom enquanto durou. Vou para o alemão, lá eles adoram os tremas. E um dia vocês sentirão saudades.
E não vão agüentar!...
         Nos vemos nos livros antigos. Saio da língua para entrar na história.

           Adeus,
  Trema.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

NEM TUDO ESTÁ PERDIDO. Webquest, um instrumento eficaz

A educadora Ely Paschoalick comenta sobre recursos tecnológicos eficazes para uma prática educacional mais afinada com o mercado e a sociedade  do século XXI.
Publicado no portal uipi- coluna Professor nota DEZ 
Realmente, nem tudo está perdido em relação ao Ensino Fundamental.

Em primeiro lugar é preciso que os professores, os técnicos em educação e os gestores educacionais quebrem seus paradigmas e assimilem o paradigma do ensino cooperativo que contemple formar: o Ser - o Fazer - o Conviver e o Aprender (Pilares para a  Educação do século XXI determinados por Delors no final do século XX) e comentado por mim no artigo  PROFESSOR GOOGLE – O que resta para a Escola ensinar?


conheço e acredito em uma metodologia digital denominada webquest. Ela foi criada e desenvolvida em 1995 por Bernie Dodge.


Tem muita coisa na internet sobre webquest que, no Brasil, é amplamente difundida pelo SENAC e USP.
É uma lástima que as escolas brasileiras ainda estejam calcadas sobre um sistema de utilização de um livro didático e aulas coletivas para alunos enfileirados e impedidos de se comunicarem com duração de apenas 50 minutos. Estes são dois fatores que impedem a real e prática utilização das webquest.

No entanto temos muitas produções brasileiras de webquest e muitos professores introduzindo, infelizmente ainda como trabalho extra para avaliação e distribuição de pontos, principalmente na chamada segunda fase do Ensino Fundamental. (Ainda não conseguiram quebrar o paradigma que imperou até a década de 60 do antigo primário e ginásio)

Bem, a webquest segue uma linha educacional introduzida em 1908 pela Dr. Maria Montessori e os educadores da Escola Nova ou Escola Ativa, onde se recomendava que um assunto fosse abordado por vários aspectos fazendo uma integração entre as matérias, integração esta hoje denominada: interdisciplinaridade.
A webquest também se vale das bases da metodologia PEDAGOGIA DE PROJETO defendida no início do século XX, com John Dewey.

Toda webquest segue uma estrutura de 7 itens: 
1-introdução
2-tarefa
3-processo
4-recursos
5-avaliação
6-conclusão
7-créditos e referências


Sonho com uma escola de Ensino Fundamental onde cada aluno tenha seu computador e que as aulas sejam em grupo e com multi-pesquisa dos conteúdos e tem mais:
Em um ambiente onde o aluno possa escolher o que fazer, quando fazer, como fazer e com quem fazer.

Aí sim estaremos desenvolvendo a autonomia, o espírito de pesquisa e a criatividade de nossos alunos.


Obs.: Se voce quer conhecer uma webquest feita para o ensino médio navegue no site http://www.viabilizanet.com.br/wq12/creditos.htm que você poderá melhor se familiarizar com uma webquest criada por uma aluna da professora do curso de Web Quest:
Adriana M. Hauptmann da Matta – que por sua vez é filha de minha grande mestra Ivone Hauptmann.
Mas nada disto será eficaz se os paradigmas forem os do “Ensino Fundamental do Tempo do Onça”.
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domingo, 27 de março de 2011

FOTO 4 Flagrantes 200 Anos de Atraso Educacional

Elypaschoalick comenta sobre duas fotos de famosa escola paulistana do século XXI e analisa os flagrantes atrasos educacionais disfarçados pela tecnologia.
 Não é preciso navegar muito para flagrar os atrasos educacionais.
Muito temos que navegar para assimilarmos um novo conceito educacional capaz de desenvolver a autonomia e criatividade das crianças.
Autonomia e criatividade são duas qualidades muito desejadas no perfil do trabalhador do século XXI.
Autonomia e criatividade foram objetivos e estimuladores das bases educacionais do movimento Escola Ativa ou Escola Nova, acontecido na virada do século XIX para XX.
Autonomia e criatividade foram as bandeiras de educadores como Paulo Freire, Piaget e tantos outros.
Observem esta foto:

Autonomia e criatividade passam longe desta foto.
A foto é do século XXI, a lousa digital testemunha este fato.
Que pena! Usaram a lousa digital para ensinar as crianças desenharem uma casa estereotipada. (Crime educacional)
Uma lousa digital poderia trazer, para estas crianças, de uma maneira alegre, descontraída e científica contato com casas e moradias de todas as partes do mundo e ainda de todas as épocas da humanidade.
Imagine um professor que começa a comentar, com seus pequenos alunos, sobre a diferença entre arquitetura dos diferentes países em diferentes épocas? Você consegue imaginar como ficarão as cabecinhas destas crianças? Como o espírito de pesquisa será desenvolvido nelas?
Agora imagine uma criança do século XXI desenhando uma casinha desta que aparece na lousa digital quando lhe solicitarem: desenhe uma casa.
Podemos imaginar o quanto sua cabeça foi limitada, amarrada e ainda por cima sobre bases falsas pois dificilmente algum morador de São Paulo – capital – (Local onde está esta escola) residirá em uma casinha de porta e janela entre duas árvores como esta que foi desenhada na lousa digital.
Para confirmar minha fala, na sequencia, vemos na home da referida escola esta outra foto.

Observem o tamanho das cadeiras em proporção às crianças- e saiba que é escola que cobra bem caro por aluno – Não sei se tenho dó dos pais que pagam, das crianças que são tolidas ou dos professores que foram castrados... e desinformados)
As carteiras foram afastadas, as crianças pegaram seus lápis individuais (Cada um com seu estojinho) e foram convidadas a desenharem uma casa.
E na projeção da tela? Continua a mesma pobre e típica casinha estereotipada...

domingo, 20 de março de 2011

FOTO 3 - Flagrantes 200 anos de atraso educacional

A educadora Elypaschoalick comenta uma terceira foto tirada no século XXI que demonstra a permanência e a prática de uma filosofia educacional implantada desde 1700: “Os pequenos que se adaptem aos móveis dos adultos pois criança é miniatura de adulto.”
Mais uma vez naveguei numa home de uma famosa escola na capital de São Paulo e flagrei esta foto que demonstra o quanto as instituições escolares, mesmo frente a maior tecnologia que o planeta já viu, lousa digital, continua na filosofia do século XVII.


Observem o esforço que este pequeno menino faz para conseguir escrever no limitado espaço da parte inferior da lousa digital.
Já escrevi sobre meninos estudando com os pés no ar, agora estamos vendo meninos nas pontas dos pés.
Fico pensando o que acontece com a educação brasileira?
Em todos os livros de educação encontramos nos registros da virada do século XIX para XX vários educadores como Decroly, Pestalozzi, Montessori, Froebel, que estabeleceram as bases de um sistema de ensino centrado na criança, declararem algo semelhante a esta fala:
“Desparafusamos as carteiras do chão, colocamos em forma de círculo pois assim cada criança podia ver o rosto da outra. Mandamos fazer as cadeiras e mesas pequenas de tamanho proporcional às crianças...”
Passados cem anos encontramos na internet crianças ficando nas pontas dos pés para poder utilizar o limitado espaço que seu tamanho lhe possibilita.
Faça-me o favor! Vamos respeitar nossos pequenos. Eles são os contrutores dos adultos e não miniaturas de adultos. Ou anõezinhos.
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FOTO 2 Flagrantes 200 Anos de Atraso Educacional

A educadora Elypaschoalick comenta fotos tiradas no século XXI que demonstram a permanência e a prática de uma filosofia educacional implantada desde 1700.


Cada vez que navego nos blogs e homes das escolas e prefeituras atuais fico mais convencida de
que “mudar é muito difícil”.

Quebrar paradigmas requer mais do que mudar material ou design. É necessário que os
educadores reflitam sobre quem é a criança do século XXI, como é e o que é que o mercado do
século XXI requer de seus trabalhadores, quais foram as mudanças na estrutura familiar e quais
são as demandas desta nova família.

Após definir as respostas acima, faz-se necessário que CRIEMOS aulas, programas, sistemas
educacionais, metodologias que alimentem esta nova criança, este novo mercado, esta nova
família.  

Só assim nossas salas de aula deixarão de ser esta panela de pressão que a mídia
constantemente noticia, recheadas de  catástrofes com agressividades cada vez maiores.     


Observem esta foto tirada no século XXI.
Ela foi tirada em uma sala de aula quando se inaugurava uma lousa digital.
Observem como ela está impregnada pela filosofia educacional que domina nossas instituições desde o século XVIII:
  • Meninos x meninas (Já escrevi sobre isto). Como formaremos maridos parceiros de suas esposas e vice-versa, se os ensinamos a competir entre si desde pequenos?
  •  Não pense: O exercício que está na lousa é repetitivo e não requer nem sequer os raciocínios básicos de observação e atenção.(raciocínio analítico e comparativo).
  • Faça as coisas automaticamente: A estrutura do exercício possibilita que após a repetição do quarto item, o cérebro humano condicione e coloque as respostas automaticamente sem pensar pois não requer análise comparativa.
Como é que deveria ser?
O conteúdo ministrado é sobre “elemento neutro da multiplicação” e “multiplicação por um valor fixo”.
Segundo a neurolinguística a matemática é uma ciência visual.
Com o uso de uma lousa digital podemos fazer ilustradas e coloridas demonstrações da lógica dos elementos neutros e das multiplicações com um determinado valor fixo. 
Os meninos poderiam ser solicitados a elaborar exercícios estruturados de diferentes maneiras.
Mas, se isto fica muito complicado, pelo menos, a professora poderia ter usado cores diferentes para separar fatores de produtos.
Tudo escrito em uma só cor é muito cansativo para uma lousa digital. Fora o desperdício.  
Esta foto é uma boa comprovação de que tecnologia sozinha não é modernidade.
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NOTA DEZ Bia, Professora Universitária!



Com seus mais de 40 anos bem vividos lá vai uma professora que entusiasma seus alunos, fazendo-os se sentirem seres humanos em franco progresso pessoal e profissional.
        
1-Nome completo: Beatriz Leme Martin
2-Local e data de nascimento: São Paulo, capital 22/01/1962
3-Cargos e Locais onde trabalha: Professora em São Paulo da ETEC Getúlio Vargas, da ETEC Heliópolis e do SENAC Santo André,

Nossa professora é formada em Engenharia Civil pela Universidade Mackenzie, em 1985. De 95 à 97 fez o curso de Design de Interiores na Escola Panamericana de Arte onde encontrou sua vocação para professora.  Inicialmente lecionou edificações e logo após ampliou para Desing de Interiores.

Divorciada há 16 anos Bia é mãe de Amanda, com 17 anos que pretende seguir a carreira de jornalismo ou audio visual. Bia e sua filha gostam muito de ir ao cinema principalmente para assistir filmes alternativos.

Um ponto comum entre Bia e os demais professores nota dez é o fato de realizar-se ao ver o desenvolvimento de seus alunos. Acompanhar a evolução no decorrer do curso, no desenvolvimento dos projetos e verificar o progresso de cada aluno é o maior prazer de um professor nota dez.

Bia é uma pessoa extremamente calma, e tem muita paciência para ensinar, explicar e tirar dúvidas.

Bia acredita que todos têm o direito de aprender, e que é dever do professor fazer, continuamente, uma avaliação no aprendizado dos alunos.


Bia é respeitada e admirada pelos alunos que a vêem como modelo de profissional, confidente, orientadora e sobretudo amiga.

Você poderá confirmar isto navegando, no orkut, na comunidade: Nós amamos a profª Bia!!!
Link para as palavras: Nós amamos a profª Bia!!!


NOTA DEZ para esta professora que mesmo na universidade vibra com a formação de seus alunos.

 NOTA DEZ para esta professora que cada dia programa atividades capazes de envolver seus alunos no mercado de trabalho.

NOTA DEZ para esta professora que ama sua profissão.

NOTA DEZ para esta professora que é amada e respeitada por seus alunos.

NOTA DEZ para esta professora cujo maior prazer é o progresso, o sucesso e as conquistas de seus alunos.


Se você quer homenagear seu professor me escreva:

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NOTA DEZ Elizabeth Martins professora de Geografia


Nossa professora nota DEZ de hoje foi uma jovem estudante de direito da UFU que abandonou a advocacia para ser professora, e dedica sua vida a levar alunos carentes mineiros a conhecer o mar. Comprovando assim, que ministrar aulas é um ministério e a pessoa deve amá-lo ou abandoná-lo.
Seu nome é Elizabeth Alves Martins Oliveira, nascida no dia 29 de abril.

Beth, como é carinhosamente chamada por seus alunos da segunda fase do Ensino Fundamental formou-se em Estudos Sociais, graduou-se em História conteúdo em que se pós graduou e que dedicou sua vida a ensinar. 

Destacamos Beth como a professora nota DEZ porque, apesar de ganhar pouco e sempre lecionar em escolas públicas fez de seu ministério o descortinar de um novo mundo para seus alunos.

Beth vive na pequena cidade de Capinópolis, Triângulo Mineiro, onde é reconhecida e amada por todos que foram seu aluno um dia.

Autoritária e firme, sempre exigindo respeito e bom comportamento, a professora Beth é uma professora que fez e faz a diferença na vida de seus alunos.

Além de utilizar, no dia à dia, métodos que contemplam tanto os alunos visuais, como os auditivos e os cinestésicos, Beth tem o capricho de organizar excursões gratuítas que possibilitam seus pequenos alunos do interior de Minas conhecer o Oceâno Atlântico.

Com apoio de comerciantes, políticos e amigos, a metodologia das excursões deu tão certo que Beth guarda grandes lembranças, entre elas:


1- Viagem à capital do país: Brasília. A alegria e felicidade daqueles meninos e de algumas mães que acompanharam na excursão, quando pela primeira vez comeram rodísio de pizza.



Após a viagem os meninos entendiam muito mais sobre os três poderes e sobre política pois visitaram o congresso nacional, o memorial jke outras instalações dos três poderes. Igrejas famosas,estádio mané garincha e shoping center também fizeram parte da alegria geral.


"Nunca vou esquecer da expressão dos meus alunos sentados nas enormes poltronas do Senado Federal somnhando comum futuro após seus estudos,ou mesmo de seus olhinhos percorrendo as imensas prateleiras da Biblioteca da Cámara dos Deputados Federais.Tenho cerrteza de que nestas viagens muitos futuros são planejados e ao longo de meus anos pude ver muitos deles concretizados através dos esforços e empenho daqueles que um dia foram meus alunos crinaças"


2- Viagem a São Vicente -SP- Agora não era apenas conhecer o Oceano Atlântico mas participar das comemorações dos 500 anos do descobrimento.



"A chegada foi ao  clarear do dia,a vista era sulreal;o olhar deles eu não vou esquecer nunca...a primeira vez que se vê o mar... Que baita riozão!!! rsrs.. Divino!!!"-lembra a professora Beth enchendo seus olhos de alegria.Alegremente os alunos recebiam a maior aula de história que poderiam ter enquanto conheciam Biquinha, Casa Martim Afonso, Centro Cultural da Imagem e do Som, primeiro porto brasileiro onde desembarcou a maioria dos imigrantes.


3- Viagem a Ouro Preto-inesquecível,paisagem,ares,clima,tudo diferente...mágico...(visitamos igrejas,a feira de artesanato...) Os alunos puderam valorizar mais e mais as artes e as riquezas de nosso estado.


Legal foram as paradas nos restaurantes das rodovias,a cada parada era uma festa,eles com pouco dinheiro compravam pouca coisa,mas aprendiam muito com tudo que era novidade,alguns nunca haviam viajado a lugar nenhum,tudo era novidade.No ônibus era um pic-nic...levavamos de tudo,bolos ,pães,bolachas...(coisas de mães)

Nossa professora nota DEZ nos conta que sempre se hospedaram em escolas estaduais ou municipais,levando alimentos doados pelos pais e escola. A motivação da professora é tanta que acaba levando as cozinheiras da escola para fazer as 04 refeições diarias. "Passear dá muita fome em adolecentes"comenta Beth nota DEZ.

"Sou aposentada há 03 anos da E.E.Governador Juscelino e ainda trabalho na E.E.Sérgio de Freitas Pacheco- ambas em Capínópolis.Tenho 36 anos de profissão,ganhamos muito pouco e somos pouco valorizados;estamos em greve desde o dia 08/04/2010 para conseguirmos o piso nacional-(lei federal)...

Mesmo assim valeu a pena cada dia trabalhado...começaria tudo outra vez!!!!!"

Para estas grandes viagens, que acontecem anualmente até hoje, Beth realiza com seus alunos varios projetos dentro da própria cidade de Capinópolis, entre eles: ajuda aos carentes,vizitas a Camara municipal, projetos culturais,etc...

Ampliando um pouco mais "o fazer história" iniciam os programas de viagens a Uberlândia:fábrica coca cola,pepse,reimassas,calu,cinemas e shoping.

Quando todos estão bem acostumados a viajar, aí acontece a grande aventura: Viagens dormindo com duração de mais do que um dia.

PARABÉNS A PROFESSORA BETH - Elizabeth Alves Martins Oliveira - de CAPINÓPOLIS NOSSA PROFESSORA NOTAS DEZ DE HOJE.

Nota: Se você internauta deseja ver seu professor nota dez aqui publicado entre em contato conosco.

sábado, 19 de março de 2011

NOTA DEZ - professora Bianca de Souza Cardoso - Artes



Bianca de Souza Cardoso, casada com o engenheiro Luis Humberto e mãe de três educadoras é nossa professora nota dez de hoje.  

Carinhosamente chamada de tia Bibi a professora nota dez senta e rola no chão participando do brincar e aprender de seus pequenos alunos.

Acreditando que ser professor é um sacerdócio Bianca é uma professora inclusiva que se atenta a desenvolver as inteligências múltiplas de seus pequenos alunos.

Avó de Gustavo (1) e Pedro Paulo (6), Bianca é mãe das pedagogas Marcela e Marina e da Professora na educação especial do ensino público em Chicago - E.U.A - Letícia.

Nascida em Uberlândia-MG- tia Bibi atualmente é educadora de crianças de 5 anos no EMEI GRANDE OTELO da rede municipal.
 
Formada em Educação Artística – UFU e com especialização no Método Montessori tia Bibi milita em educação desde 1980 quando lecionou para crianças em período preparatório para alfabetização na saudosa Escola Polyana.

A professora Bianca de Souza Cardoso foi diretora e sócia proprietária da Escola Infantil Minha Casinha Doce Mel de 1988 a 2009, instituição que educou milhares de uberlandenses que até hoje carinhosamente dividem com tia Bibi suas conquistas pessoais, acadêmicas e profissionais.

Tia Bibi lembra-se com orgulho e sentimento de dever cumprido dos preconceitos e das barreiras que teve que vencer por incluir crianças portadoras de necessidades especiais em salas de aula normal, cumprindo com vanguardismo, o que hoje está posto na lei.

Acreditando que para se relacionar bem com as crianças basta se envolver, ser pacienciosa e escutá-los tia Bibi dedicou muitas de suas férias programando deliciosas Colônias de Férias recheadas de divertidas e educativas atividades.


 


 NOTA DEZ para a professora que afirma, apesar de todas as dificuldades: “O prazer é poder conviver com as crianças, poder aprender com elas o quanto a inocência, ingenuidade e a humildade presente nestes miúdos interfere de forma positiva no nosso viver”.

O amor é importante, mas é necessário aliá-lo a um trabalho técnico. Bianca, baseando-se nos conceitos ARTE - EDUCAÇÃO trabalha com a integração dos conteúdos programáticos a serem desenvolvidos durante o ano com as artes.

NOTA DEZ a esta professora que desenvolve as atividades, acreditando e, mais que isso, praticando o “Aprender Brincando¨.

NOTA DEZ por saber respeitar as individualidades e promover o desenvolvimento integral de seus alunos.  



As fotos abaixo demonstrarão ao leitor porque esta professora merece NOTA DEZ

Era uma casa muito engraçada ............. Vinícius de Moraes
Montagem, colagem, pintura e muita brincadeira de casinha depois de pronta.

Colônia de Férias - relaxamento total


Colônia de Férias - Acampamento na escola


Construção de uma nova casa
Fui morar numa casinha, enfeitada de cupim...........


Contação de estória com o livro – Após .... construção do assunto  ouvido
Jacaré foi ao mercado. não tinha o que comprar..............................

A cobra não tem pé, a cobra não tem mão, como é que ela sobe no pezinho de limão.............


Estudando as frutas..........fizemos uma



Pintando para a mamãe





Trabalhando com as palavras


Vida Prática.descascando amendoim



Poesia .construção da bailarina todos juntos